quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Que Cristo seja a nossa sabedoria

As crianças e os jovens aprendem a lidar com fatos lógicos, mas não sabem lidar com fracassos e falhas. Aprendem a resolver problemas matemáticos, mas não sabem resolver seus conflitos existenciais. São treinados para fazer cálculos e acertá-los, mas a vida é cheia de contradições, as questões emocionais não podem ser calculadas, nem têm conta exata.

Os jovens são preparados para lidar com decepções? Não! Eles são treinados apenas para o sucesso. Viver sem problemas é impossível. O sofrimento nos constrói ou nos destrói. Devemos usar o sofrimento para construir a sabedoria. Mas quem se importa com a sabedoria na era da informática?

Nossa geração produziu informações que nenhuma outra jamais produziu, mas não sabemos o que fazer com elas. Raramente usamos essas informações para expandir nossa qualidade de vida. Você faz coisas fora da sua agenda que lhe dão prazer? Você procura administrar seus pensamentos para ter uma mente mais tranqüila? Nós nos tornamos máquinas de trabalhar e estamos transformando nossas crianças em máquinas de aprender.

O conhecimento se multiplicou e o número de escolas se expandiu como em nenhuma outra época, mas não estamos produzindo pensadores.

Uma das mais importantes contribuições que Salomão nos deixou foi a constatação de que seus problemas e fracassos realmente aconteceram. Através da insensatez de Salomão podemos ver que toda sabedoria do mundo não modifica nossa natureza humana. Quem dentre nós não quer ser mais honesto, mais amoroso e ter mais autocontrole do que a nossa natureza nos permite?

"Porém Deus uniu vocês com Cristo Jesus e fez com que Cristo seja a nossa sabedoria. E é por meio de Cristo que somos aceitos por Deus, nos tornamos o povo de Deus e somos salvos" (1 Coríntios 1:30 NTLH).

Por essa razão, a nossa verdadeira necessidade não é por uma sabedoria de autotransformação, pela qual possamos receber o crédito. Nossa verdadeira necessidade é pela sabedoria que vem como um presente da graça de Deus, em Cristo, através de Cristo, e por Cristo (1 CORÍNTIOS 1:30).

"ensinando-os a obedecer a tudo o que tenho ordenado a vocês. E lembrem disto: eu estou com vocês todos os dias, até o fim dos tempos" (Mateus 28:20 NTLH).

Ore:
Pai Celeste, por favor, ajuda-nos a nunca esquecer que precisamos da sabedoria que aponta para, e, flui de Teu Filho. Por favor, capacita-nos a ser eternamente gratos a Jesus pelo Seu sacrifício, e na completa dependência do Seu Espírito para mostrar a sabedoria que te glorifique para todo o sempre.


Fontes: Pão Diário, Augusto Cury

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Encontre sua verdadeira identidade

As posses são o meio pelo qual projetamos publicamente a imagem que desejamos refletir. Os exemplos são inúmeros e incluem coisas como automóveis, roupas, produtos tecnológicos, jóias e mobílias. Hoje, o consumismo é basicamente a religião no ocidente. A cultura do consumo está tão difundida que já não nos causa surpresas. Não há praticamente nenhum aspecto da vida que passe incólume por ela. Para onde quer que olhemos, deparamos com propagandas que nos dizem para comprar coisas que não precisamos, com o dinheiro que não temos, para impressionar pessoas que não conhecemos.

São três as principais características do fenômeno do consumismo. Primeiro não é apenas um comportamento, mas sim, em termos cristãos, uma visão de mundo que nos diz quem somos. Se os ítens materiais definem sua identidade, então a marca estampada em suas roupas e o fabricante de seu carro são coisas vitais para você.

Segundo, o consumismo muitas vezes é impulsionado pelo desejo de obter status e prestígio entre os pares. O sociólogo Thorstein Veblen, que cunhou a expressão "consumismo ostensivo", articulou essa idéia na virada do século 19 para o 20. Veblen argumentava que a principal forma de obter prestígio social e poder consiste em fazer exibições ostensivas de lazer e consumismo. O prestígio social é vinculado à riqueza: ao alardeá-la, demonstramos quão abastados somos.

Atualmente, com os programas de televisão que espreitam os lares mais ricos do mundo, nós já não comparamos nossos bens com os da gerações anteriores nem com os de nossos vizinhos, e sim com os da elite. Os resultados são a cobiça, os gastos excessivos e as dívidas alimentadas pela publicidade. Alguns sociólogos chamam isso de "consumismo competitivo", que obriga pessoas e famílias comuns a trabalhar duro, passar menos tempo com aqueles a quem amam e levar uma vida infeliz e escravizada pelas dívidas, num esforço contínuo para sustentar uma falsa sensação de identidade e de valor pessoal.

Terceiro, os nossos bens, nessa cultura de consumo, estão carregados de significados. Eles nos definem, emitem sinais sociais aos que nos rodeiam e constroem nossa identidade. Por conseguinte, vestir roupas sem grife, dirigir um carro antigo e dispor de algo que não seja a última novidade em tecnologia de algum modo nos desvalorizam como seres humanos. Em termos mais diretos, quando o consumismo é sua religião e coisas materiais são o objeto de sua adoração, "aquilo que você possui acaba possuindo você", citando Tyler Durden, do filme Clube da Luta (1999).

O problema não reside no shopping center, mas em nós. Não é pecado comprar coisas, tampouco apreciá-las e desfrutar delas. Entretanto, quando essas coisas se tornam a fonte de nossa identidade, nós nos tornamos culpados de idolatria.

Jesus respondeu: — Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim nunca mais terá fome, e quem crê em mim nunca mais terá sede. (João 6:35 NTLH)

Há um anseio em todos os corações que apenas Jesus pode satisfazer.



Fonte: Livro Quem você pensa que é

domingo, 7 de setembro de 2014

O amor dá sentido à vida, significado ao presente e motivação para caminhar rumo ao futuro

O teu amor é melhor do que a própria vida, e por isso eu te louvarei. Enquanto viver, falarei da tua bondade e levantarei as mãos a ti em oração. As tuas bênçãos são como alimentos gostosos; elas me satisfazem, e por isso canto alegremente canções de louvor a ti. (Salmos 63:3-5 NTLH)

O amor dá sentido à vida, significado ao presente e motivação para caminhar rumo ao futuro. O amor é falado e experimentado. É visto e sentido. Quem ama, ama não somente de palavras, mas também com atitudes. O escritor Gary Chapman diz que as percepções do amor podem variar de pessoa para pessoa.

Algumas veem o sinal do amor quando este é verbalizado. Outras, veem-no quando recebem alguma demonstração de serviço. Há aqueles que consideram o tempo de qualidade como demonstração de amor. Alguns, porém, avaliam o amor pelos presentes que recebem. Há aqueles que consideram o toque físico como a expressão máxima de amor. Entendemos que o amor pode ser manifestado de três formas.

Primeiro, quem ama declara que ama. O amor deve ser verbalizado. Segundo, quem ama tem tempo para a pessoa amada. O amor prioriza a pessoa amada. Terceiro, quem ama procura agradar a pessoa amada. Quem ama não fere a pessoa amada com palavras nem com atitudes hostis. O amor é benigno. O amor não se conduz inconvenientemente. O amor conjugal precisa ser regado com palavras meigas, consagrado com tempo de qualidade e nutrido com atitudes nobres.

“Em todo tempo ama o amigo e na angústia nasce um irmão.”  – Prov. 17:17

Por este versículo fui levada a pensar que muitas vezes quando estamos apenas sendo amigos, Deus usa a nossa vida para trazer consolo a alguém que precisa. Podemos testemunhar de Cristo com um abraço, uma palavra carinhosa, apenas ouvindo e assim impactar uma vida muito mais do que com belos e grandes discursos.

Demonstrar o amor de Cristo ao nosso próximo está nas pequenas atitudes que fazemos em nosso dia a dia, na forma que somos e tratamos as pessoas ao nosso redor. Amar as pessoas é a maior forma de demonstrarmos nosso amor a Deus.

Ser amigo é apoiar nas horas difíceis, alegrar-se nos momentos de vitórias e principalmente apresentar o melhor desta vida: conhecer a Cristo pessoalmente. Pense nisto e não perca as oportunidades!

Alegrem-se os justos no Senhor e nele busquem refúgio; congratulem-se todos os retos de coração! (Salmos 64:10 NVI)


Fontes: Cada Dia, Pão Diário

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

O amor transforma o ambiente

“Melhor é um prato de hortaliças onde há amor do que o boi cevado e, com ele, o ódio” 
Pv 15.17

O amor é o melhor tempero e produz o melhor ambiente. O amor transforma o ambiente e também o próprio cardápio.

O amor supera a pobreza. As pessoas mais felizes não são aquelas que têm mais coisas em casa, mas aquelas que têm mais amor no coração. O amor transforma um casebre num palacete e um prato de hortaliças num cardápio sofisticado. O amor faz florescer o deserto da pobreza, transformando-o num belo jardim.

Mas o Senhor disse: — Não se impressione com a aparência nem com a altura deste homem. Eu o rejeitei porque não julgo como as pessoas julgam. Elas olham para a aparência, mas eu vejo o coração. (1 Samuel 16:7 NTLH)

O ódio, ao contrário, tira a paz e também o paladar. O ódio rouba a alegria e também o apetite. Onde há ódio, não há comunhão; e onde não há comunhão, a carne da melhor qualidade não tem sabor algum. Nossa família não precisa tanto de mais conforto, mas de mais amor. Não precisamos tanto de casas mais belas e mesas mais fartas, mas de mais comunhão dentro de casa e ao redor da mesa. É melhor um prato de hortaliças onde reina o amor do que comer o melhor churrasco com a alma amargurada.

"Somente em Deus eu encontro paz e nele ponho a minha esperança. Somente ele é a rocha que me salva; ele é o meu protetor, e eu não serei abalado. Confie sempre em Deus, meu povo! Abram o coração para Deus, pois ele é o nosso refúgio. Mais de uma vez tenho ouvido Deus dizer que o poder é dele e o amor, também. Tu, ó Senhor, recompensas cada um de acordo com o que faz." (Salmos 62:5-6, 8, 11-12 NTLH)

O amor supera a pobreza. As pessoas mais felizes não são aquelas que têm mais coisas em casa, mas aquelas que têm mais amor no coração. O amor transforma um casebre num palacete e um prato de hortaliças num cardápio sofisticado. O amor faz florescer o deserto da pobreza, transformando-o num belo jardim.


Fonte: Cada Dia

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

IDENTIDADE – EU SOU _______?

Nossa identidade consiste no modo como enxergamos a nós mesmos. A cultura em que vivemos diz que a identidade é a imagem ou a estima que alguém tem de si próprio. Conhecê-la transforma tudo o mais.

Por trás de nossas lutas na vida, alcoolismo, perversão sexual, orgulho, depressão, raiva, amargura e outros, reside a questão da identidade. O problema fundamental é que não entendemos quem realmente somos – filhos de Deus criados à imagem dele. Em vez disso procuramos nos definir por inúmeras outras coisas que não Jesus. Somente quando conhecemos nossa falsa identidade à parte de Cristo e a comparamos com a nossa verdadeira identidade nele é que conseguimos lidar de forma apropriada com os problemas da vida e assim superá-los.

O famoso Princípio de Pareto nos ensina uma lei universal inconstestável: 80% de todos os problemas são causados por 20% das pessoas. Oitenta por cento das vendas são feitas por 20% dos vendedores; 80% de X é causado por 20% de Y. Pareto está absolutamente correto.

É seguro afirmar que 80% das pessoas que compõem qualquer população - ou provavelmente mais - permanecem na mediocridade. Essas pessoas não se conectam com excelência na sua vida pessoal ou profissional. Por outro lado, apenas 20% de qualquer população - ou provavelmente menos – se transformam em grandes realizadores. Nenhum de nós está imune a essa possibilidade.

Quem você é? O que você faz? Onde está você? A sua luz está iluminando e aquecendo outros ao redor? Ela está trazendo o brilho daquilo que uma vida pode ser - uma poderosa e positiva influência para que todos possam ver; uma luminosidade que reflete o caráter de Deus, cheia de graça e abundante espiritualidade, ou reflete tão-somente o cansaço de viver?

Você não é o que lhe fizeram, mas sim o que Jesus lhe fez. Você não é o que você faz, mas sim o que Jesus já fez. O que você faz não determina quem você é: quem você é em Cristo determina o que você faz. Essas são verdades fundamentais que exploraremos neste semestre letivo visando colaborar em seu projeto pessoal que visa uma vida saudável e significativa.

Para Meditação:
Quem beber desta água tornará a ter sede; aquele, porém, que beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede; pelo contrário, a água que eu lhe der será nele uma fonte a jorrar para a vida eterna.  João 4:13,14



Fontes: Livro “Quem você pensa que é?; Devocional Encorajamento

sexta-feira, 25 de julho de 2014

O importante é que eu complete a minha missão

“Eu reconheço que para ti nada é impossível e que nenhum dos teus planos pode ser impedido. Tu me perguntaste como me atrevi a pôr em dúvida a tua sabedoria, visto que sou tão ignorante. É que falei de coisas que eu não compreendia, coisas que eram maravilhosas demais para mim e que eu não podia entender.

Antes eu te conhecia só por ouvir falar, mas agora eu te vejo com os meus próprios olhos" (Jó 42:2, 3, 5 NTLH).

A verdade do evangelho é esta transformação de vida do cristão: seu velho modo de vida é crucificado com Cristo e então ele vive por fé. Sua vida não é mais a mesma: ele passa a ter paixão por Jesus. Em Florença, na Itália, há bem no centro da praça principal uma placa onde está escrito “Aqui Savonarola foi queimado vivo”. Durante muitos anos ele pregara a mensagem cristã na igreja a pouca distância de lá. As pessoas iam à igreja por ir, mas durante a semana não levavam uma vida cristã – faltava-lhes paixão por Jesus. Savonarola pregava do púlpito de sua igreja que, como cristãos, deveríamos ter paixão por Jesus e viver uma vida diferente. Essa mensagem ainda continua na vida daqueles que são fiéis ao Senhor Jesus. – JG

"Vocês também sabem que fiz tudo para ajudar vocês, anunciando o evangelho e ensinando publicamente e nas casas. Eu disse com firmeza aos judeus e aos não judeus que eles deviam se arrepender dos seus pecados, voltar para Deus e crer no nosso Senhor Jesus.

Mas eu não dou valor à minha própria vida. O importante é que eu complete a minha missão e termine o trabalho que o Senhor Jesus me deu para fazer. E a missão é esta: anunciar a boa notícia da graça de Deus.

Cuidem de vocês mesmos e de todo o rebanho que o Espírito Santo entregou aos seus cuidados, como pastores da Igreja de Deus, que ele comprou por meio do sangue do seu próprio Filho.

— E agora eu os entrego aos cuidados de Deus e da palavra da sua graça. Pois ele pode ajudá-los a progredir espiritualmente e pode dar-lhes as bênçãos que guarda para todo o seu povo" (Atos 20:20, 21, 24, 28, 32 NTLH).

Além da presença contínua do Espírito Santo, do amor fraternal, da humildade de cada irmão, da santidade progressiva, da centralidade da Palavra e do Senhor Jesus na pregação e no ensino – uma comunidade cristã seria uma grande bênção para os seus membros e para a sociedade no meio da qual se encontra, caso cada irmão ocupasse o seu lugar de acordo com seu próprio dom e o exercesse com esmero. É esta a palavra de Pedro: “Sejam bons administradores dos diferentes dons que receberam de Deus”. Os dons são para o proveito mútuo. Cada um deve colocar seus dons e talentos a serviço do outro.


terça-feira, 22 de julho de 2014

Educar é mostrar a vida a quem ainda não a viu


"A educação se divide em duas partes: educação das habilidades e educação das sensibilidades... Sem a educação das sensibilidades, todas as habilidades são tolas e sem sentido".Rubem Alves

Com certeza, toda habilidade requer uma sensibilidade para que o seu uso tenha sentido. Embora, muitos sejam defensores da educação como mera preparação para o trabalho e não para o mundo. O que é um grande equívoco, pois a vida possui uma mecânica do sensível muito maior do que o mero mecanicismo que alguns desejam somente para preparo de mão-de-obra barata e nada pensante.

Educar é estimular o senso crítico do ser humano, para que ele próprio possa fazer suas escolhas, antes mesmo do que as máquinas "pensantes" possam decidir por ele.

"Educar com os olhos", como diz Rubem Alves, é saber observar e fazer os outros enxergarem, além dos números e letras, a vida ao redor. Eis o grande desafio e a recompensa do verdadeiro educador...

"A primeira tarefa da Educação é aprender a enxergar."

Falta,  infelizmente,  por parte de muitos educadores,  a arte da sedução pedagógica – falta o reencontro consigo mesmo; falta sonhar e possibilitar que o aprendiz sonhe.  Falta despertar(-se) para o desejo de aprender e de ensinar; falta invadir o mundo da imaginação e da magia – é com a magia da educação que criaremos pessoas com sentimentos; crianças mais dóceis,  menos violentas,  capazes de construir um mundo melhor,  com mais prazer.

Adultos,  mas sempre crianças.
Surgem,  então,  outros questionamentos: A nossa Educação é movida pelo afeto? Onde buscá- lo? Não estariam escondidos nos contos infantis,  na expressão das crianças que pedem a repetição das mesmas histórias. . .

Vê-se,  então,  que o papel do educador,  enquanto facilitador e mediador das relações que o aprendiz estabelece, está no criar situações para que os alunos consolidem essas trocas,  servindo-se da competência intelectual responsável; de um conhecimento fluido,  instável e renovador; do despertar para a criticidade,  a partilha e para a capacidade de ouvir,  de aprender a tolerar,  de compromisso com a simplicidade voluntária e com a paz e o resgate
dos valores humanizadores,  éticos e morais.

Sabemos que o educador não tem de ser um campeão,  mas devemos nos esforçar para ver nosso aluno no pódio.

Ele só chegará lá se tiver condições para o aprendizado,  se for ouvido no que tem a dizer,  se puder colocar para fora suas experiências vividas.

Somente com esse novo olhar para o que é novo,  com sensibilidade e prazer,  nós,  educadores,  chegaremos aos grandes mananciais da aprendizagem.


Fonte:
http://www.cvdee.org.br/evangelize/pdf/1_0562.pdf