terça-feira, 22 de julho de 2014
Educar é mostrar a vida a quem ainda não a viu
"A educação se divide em duas partes: educação das habilidades e educação das sensibilidades... Sem a educação das sensibilidades, todas as habilidades são tolas e sem sentido".Rubem Alves
Com certeza, toda habilidade requer uma sensibilidade para que o seu uso tenha sentido. Embora, muitos sejam defensores da educação como mera preparação para o trabalho e não para o mundo. O que é um grande equívoco, pois a vida possui uma mecânica do sensível muito maior do que o mero mecanicismo que alguns desejam somente para preparo de mão-de-obra barata e nada pensante.
Educar é estimular o senso crítico do ser humano, para que ele próprio possa fazer suas escolhas, antes mesmo do que as máquinas "pensantes" possam decidir por ele.
"Educar com os olhos", como diz Rubem Alves, é saber observar e fazer os outros enxergarem, além dos números e letras, a vida ao redor. Eis o grande desafio e a recompensa do verdadeiro educador...
"A primeira tarefa da Educação é aprender a enxergar."
Falta, infelizmente, por parte de muitos educadores, a arte da sedução pedagógica – falta o reencontro consigo mesmo; falta sonhar e possibilitar que o aprendiz sonhe. Falta despertar(-se) para o desejo de aprender e de ensinar; falta invadir o mundo da imaginação e da magia – é com a magia da educação que criaremos pessoas com sentimentos; crianças mais dóceis, menos violentas, capazes de construir um mundo melhor, com mais prazer.
Adultos, mas sempre crianças.
Surgem, então, outros questionamentos: A nossa Educação é movida pelo afeto? Onde buscá- lo? Não estariam escondidos nos contos infantis, na expressão das crianças que pedem a repetição das mesmas histórias. . .
Vê-se, então, que o papel do educador, enquanto facilitador e mediador das relações que o aprendiz estabelece, está no criar situações para que os alunos consolidem essas trocas, servindo-se da competência intelectual responsável; de um conhecimento fluido, instável e renovador; do despertar para a criticidade, a partilha e para a capacidade de ouvir, de aprender a tolerar, de compromisso com a simplicidade voluntária e com a paz e o resgate
dos valores humanizadores, éticos e morais.
Sabemos que o educador não tem de ser um campeão, mas devemos nos esforçar para ver nosso aluno no pódio.
Ele só chegará lá se tiver condições para o aprendizado, se for ouvido no que tem a dizer, se puder colocar para fora suas experiências vividas.
Somente com esse novo olhar para o que é novo, com sensibilidade e prazer, nós, educadores, chegaremos aos grandes mananciais da aprendizagem.
Fonte:
http://www.cvdee.org.br/evangelize/pdf/1_0562.pdf
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