sexta-feira, 25 de julho de 2014

O importante é que eu complete a minha missão

“Eu reconheço que para ti nada é impossível e que nenhum dos teus planos pode ser impedido. Tu me perguntaste como me atrevi a pôr em dúvida a tua sabedoria, visto que sou tão ignorante. É que falei de coisas que eu não compreendia, coisas que eram maravilhosas demais para mim e que eu não podia entender.

Antes eu te conhecia só por ouvir falar, mas agora eu te vejo com os meus próprios olhos" (Jó 42:2, 3, 5 NTLH).

A verdade do evangelho é esta transformação de vida do cristão: seu velho modo de vida é crucificado com Cristo e então ele vive por fé. Sua vida não é mais a mesma: ele passa a ter paixão por Jesus. Em Florença, na Itália, há bem no centro da praça principal uma placa onde está escrito “Aqui Savonarola foi queimado vivo”. Durante muitos anos ele pregara a mensagem cristã na igreja a pouca distância de lá. As pessoas iam à igreja por ir, mas durante a semana não levavam uma vida cristã – faltava-lhes paixão por Jesus. Savonarola pregava do púlpito de sua igreja que, como cristãos, deveríamos ter paixão por Jesus e viver uma vida diferente. Essa mensagem ainda continua na vida daqueles que são fiéis ao Senhor Jesus. – JG

"Vocês também sabem que fiz tudo para ajudar vocês, anunciando o evangelho e ensinando publicamente e nas casas. Eu disse com firmeza aos judeus e aos não judeus que eles deviam se arrepender dos seus pecados, voltar para Deus e crer no nosso Senhor Jesus.

Mas eu não dou valor à minha própria vida. O importante é que eu complete a minha missão e termine o trabalho que o Senhor Jesus me deu para fazer. E a missão é esta: anunciar a boa notícia da graça de Deus.

Cuidem de vocês mesmos e de todo o rebanho que o Espírito Santo entregou aos seus cuidados, como pastores da Igreja de Deus, que ele comprou por meio do sangue do seu próprio Filho.

— E agora eu os entrego aos cuidados de Deus e da palavra da sua graça. Pois ele pode ajudá-los a progredir espiritualmente e pode dar-lhes as bênçãos que guarda para todo o seu povo" (Atos 20:20, 21, 24, 28, 32 NTLH).

Além da presença contínua do Espírito Santo, do amor fraternal, da humildade de cada irmão, da santidade progressiva, da centralidade da Palavra e do Senhor Jesus na pregação e no ensino – uma comunidade cristã seria uma grande bênção para os seus membros e para a sociedade no meio da qual se encontra, caso cada irmão ocupasse o seu lugar de acordo com seu próprio dom e o exercesse com esmero. É esta a palavra de Pedro: “Sejam bons administradores dos diferentes dons que receberam de Deus”. Os dons são para o proveito mútuo. Cada um deve colocar seus dons e talentos a serviço do outro.


terça-feira, 22 de julho de 2014

Educar é mostrar a vida a quem ainda não a viu


"A educação se divide em duas partes: educação das habilidades e educação das sensibilidades... Sem a educação das sensibilidades, todas as habilidades são tolas e sem sentido".Rubem Alves

Com certeza, toda habilidade requer uma sensibilidade para que o seu uso tenha sentido. Embora, muitos sejam defensores da educação como mera preparação para o trabalho e não para o mundo. O que é um grande equívoco, pois a vida possui uma mecânica do sensível muito maior do que o mero mecanicismo que alguns desejam somente para preparo de mão-de-obra barata e nada pensante.

Educar é estimular o senso crítico do ser humano, para que ele próprio possa fazer suas escolhas, antes mesmo do que as máquinas "pensantes" possam decidir por ele.

"Educar com os olhos", como diz Rubem Alves, é saber observar e fazer os outros enxergarem, além dos números e letras, a vida ao redor. Eis o grande desafio e a recompensa do verdadeiro educador...

"A primeira tarefa da Educação é aprender a enxergar."

Falta,  infelizmente,  por parte de muitos educadores,  a arte da sedução pedagógica – falta o reencontro consigo mesmo; falta sonhar e possibilitar que o aprendiz sonhe.  Falta despertar(-se) para o desejo de aprender e de ensinar; falta invadir o mundo da imaginação e da magia – é com a magia da educação que criaremos pessoas com sentimentos; crianças mais dóceis,  menos violentas,  capazes de construir um mundo melhor,  com mais prazer.

Adultos,  mas sempre crianças.
Surgem,  então,  outros questionamentos: A nossa Educação é movida pelo afeto? Onde buscá- lo? Não estariam escondidos nos contos infantis,  na expressão das crianças que pedem a repetição das mesmas histórias. . .

Vê-se,  então,  que o papel do educador,  enquanto facilitador e mediador das relações que o aprendiz estabelece, está no criar situações para que os alunos consolidem essas trocas,  servindo-se da competência intelectual responsável; de um conhecimento fluido,  instável e renovador; do despertar para a criticidade,  a partilha e para a capacidade de ouvir,  de aprender a tolerar,  de compromisso com a simplicidade voluntária e com a paz e o resgate
dos valores humanizadores,  éticos e morais.

Sabemos que o educador não tem de ser um campeão,  mas devemos nos esforçar para ver nosso aluno no pódio.

Ele só chegará lá se tiver condições para o aprendizado,  se for ouvido no que tem a dizer,  se puder colocar para fora suas experiências vividas.

Somente com esse novo olhar para o que é novo,  com sensibilidade e prazer,  nós,  educadores,  chegaremos aos grandes mananciais da aprendizagem.


Fonte:
http://www.cvdee.org.br/evangelize/pdf/1_0562.pdf