terça-feira, 9 de setembro de 2014

Encontre sua verdadeira identidade

As posses são o meio pelo qual projetamos publicamente a imagem que desejamos refletir. Os exemplos são inúmeros e incluem coisas como automóveis, roupas, produtos tecnológicos, jóias e mobílias. Hoje, o consumismo é basicamente a religião no ocidente. A cultura do consumo está tão difundida que já não nos causa surpresas. Não há praticamente nenhum aspecto da vida que passe incólume por ela. Para onde quer que olhemos, deparamos com propagandas que nos dizem para comprar coisas que não precisamos, com o dinheiro que não temos, para impressionar pessoas que não conhecemos.

São três as principais características do fenômeno do consumismo. Primeiro não é apenas um comportamento, mas sim, em termos cristãos, uma visão de mundo que nos diz quem somos. Se os ítens materiais definem sua identidade, então a marca estampada em suas roupas e o fabricante de seu carro são coisas vitais para você.

Segundo, o consumismo muitas vezes é impulsionado pelo desejo de obter status e prestígio entre os pares. O sociólogo Thorstein Veblen, que cunhou a expressão "consumismo ostensivo", articulou essa idéia na virada do século 19 para o 20. Veblen argumentava que a principal forma de obter prestígio social e poder consiste em fazer exibições ostensivas de lazer e consumismo. O prestígio social é vinculado à riqueza: ao alardeá-la, demonstramos quão abastados somos.

Atualmente, com os programas de televisão que espreitam os lares mais ricos do mundo, nós já não comparamos nossos bens com os da gerações anteriores nem com os de nossos vizinhos, e sim com os da elite. Os resultados são a cobiça, os gastos excessivos e as dívidas alimentadas pela publicidade. Alguns sociólogos chamam isso de "consumismo competitivo", que obriga pessoas e famílias comuns a trabalhar duro, passar menos tempo com aqueles a quem amam e levar uma vida infeliz e escravizada pelas dívidas, num esforço contínuo para sustentar uma falsa sensação de identidade e de valor pessoal.

Terceiro, os nossos bens, nessa cultura de consumo, estão carregados de significados. Eles nos definem, emitem sinais sociais aos que nos rodeiam e constroem nossa identidade. Por conseguinte, vestir roupas sem grife, dirigir um carro antigo e dispor de algo que não seja a última novidade em tecnologia de algum modo nos desvalorizam como seres humanos. Em termos mais diretos, quando o consumismo é sua religião e coisas materiais são o objeto de sua adoração, "aquilo que você possui acaba possuindo você", citando Tyler Durden, do filme Clube da Luta (1999).

O problema não reside no shopping center, mas em nós. Não é pecado comprar coisas, tampouco apreciá-las e desfrutar delas. Entretanto, quando essas coisas se tornam a fonte de nossa identidade, nós nos tornamos culpados de idolatria.

Jesus respondeu: — Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim nunca mais terá fome, e quem crê em mim nunca mais terá sede. (João 6:35 NTLH)

Há um anseio em todos os corações que apenas Jesus pode satisfazer.



Fonte: Livro Quem você pensa que é

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